Alguém Acreditou em Mim – Karol Monteiro

Alguém Acreditou em mim

Antes de entrar na igreja, eu achava que minha vida tava mais ou menos, eu orava, mas não era uma oração sincera, era aquela oração em que você só pede, e não agradece. Eu só pedia pra Deus cuidar da minha família, pra que a situação financeira dos meus pais melhorassem, que as brigas acabassem, mas nunca agradeci por estar viva, por ter saúde e por ter uma família.

Eu não sabia orar direito, não tinha entendimento sobre coisas que eu fazia, e que até então não condizem com a palavra de Deus, como botar o piercing, usar roupas curtíssimas, não que isso seja um pecado, mas não podemos machucar ou mostrar demais o nosso corpo, pois é templo de Deus, hoje eu entendo que tudo isso é vulgar. Antes eu usava shorts, blusa que aparecia a barriga, não com a intuição de me mostrar, mas sim por estar na moda roupas daquele tipo.

Minha vida estava do avesso, diversas vezes presenciei minha mãe querendo cometer suicídio, eu já tentei suicídio, mas todas as tentativas falharam, eu e minha mãe brigávamos muito, ela gritava comigo, e eu sempre gritava mais alto, com meu pai era diferente, ele nunca me bateu, eu nunca levantei a voz pra ele, até porque ele depois das brigas ficava passando a mão na minha cabeça, mesmo eu estando errada. O que mais me deixou angustiada esses anos todos, foi a depressão da minha mãe, com o tempo ela ficava isolada.

Mudei pra perto da igreja, eu e minha mãe fomos à Universal mais ou menos uma semana depois, a obreira que estudou comigo no primário, me convidou pra participar o Força jovem, só que neste meio tempo, em que eu já estava me aproximando mais da igreja, minha mãe se afastava, ela parou de ir à igreja, eu falei para ela ”Mãe, eu vou continuar indo, eu gostei” e assim aconteceu, eu ia todos os dias, passei a frequentar o Força Jovem, mas ainda não sabia o que era ter um encontro com Deus, eu duvidava, eu sempre pensava ”Se Deus existe, por que isto esta acontecendo comigo? Por que ele permite que minha mãe tenha depressão?”. Mas eu não desisti, continue indo e pra falar a verdade, tive força pra continuar lutando através da Força Jovem Universal, foi ali que eu aprendi como orar, como ter um encontro com Deus, é claro que nas reuniões eu aprendia muitas coisas, mas foi no FJU que eu realmente tive um encontro com Deus, dia 7 de dezembro de 2013, num sábado, um dia antes do pessoal apresentar o teatro, o Pastor estava falando sobre a importância de manter o Espírito Santo. Ele fez uma oração, pra quem quisesse ser batizado e lá estava eu, naquele dia eu me entreguei, nunca fui tão sincera com Deus como fui naquele dia, na hora nem senti nada, achei que tinha sido apenas mais uma oração, mas quando cheguei em casa, eu vi uma diferença, estava uma paz, tanto em casa quanto dentro de mim, fiquei com uma vontade de falar com Deus, naquela hora, eu chamei minha mãe num canto e fui conversar com ela, falei pra ela que eu ia mudar meu comportamento em casa, minhas atitudes, mas ela teria que mudar as atitudes dela também, ela me abraçou, e falou que iria mudar, hoje, eu não discuto com minha mãe, e quando ela grita comigo, eu respiro, e penso que não vale a pena eu gritar de novo, pois sei que é o mal usando ela pra me deixar magoada, irritada, e botar pensamentos ruins na minha cabeça. Meu pai mudou um pouco com isso tudo, antes, ele chegava todo dia em casa brigando, mas hoje ele chega, me cumprimenta e abraça minha mãe.

Eu posso dizer que to bem com Deus, minha vida espiritual esta ótima, mas a minha luta agora, é salvar meus pais, porque eu sei que o mal os usa pra fazer diversas coisas, mas eu to confiante de que essa guerra eu já ganhei, que eu vou enfrentar o mal, e vencê-lo. Essa é a minha história, minha guerra, minha luta, e aos poucos, eu vou conquistando mais vitórias, e claro, ter a minha salvação.

 

Karol

Este Post Há 0 Comentários

Deixe uma resposta